Entenda a Historia da Ordem DeMolay.
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Entenda a Historia mais detalhada aqui.
Igreja
Antes de entender quem foi Jacques DeMolay e a Ordem Templária, é importante contextualizar o queacontecia na Europadurante a IdadeMédia e o movimento das Cruzadas. É importante mencionar que, durante esse período, a Europa se encontrava como a peça chave que movimentou a história para a que conhecemos atualmente, estando ela envolvida direta ou indiretamente nos acontecimentos;Durante a Idade Média, a Igreja foi a base que, por meio do controle da fé, formou a cultura medieval, moldando as artes, a arquitetura, as maneiras de pensar, a política e o cotidiano da época. Isso se deve ao fato de que a Igreja, ao se deparar com um mundo ocidental desorganizado e em transição, consolidou-se como a maior e mais importante
instituição do período, uma vez que era a única a possuir hierarquia, estrutura centralizada e autoritária que estava presente de maneira significativa em diversas nações.
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Também nessa época foi instituído o papado, que é até hoje o governo da Igreja, em que o Papa é o sucessor legítimo de São Pedro, sendo considerado o representante de Cristo.
Na época, ele também era o rei nos Estados Pontifícios, e seus sacerdotes ocupavam os cargos legislativos.
O poder da Igreja se deve muito ao fato de que inúmeras doações de bens, principalmente territoriais, foram feitas e alguns desses territórios eram de extrema significância, correspondendo a cerca de dois terços dos territórios europeus da Igreja.
Também, na época, ainda não havia o uso de moedas de troca da maneira que conhecemos hoje, então a riqueza territorial era um dos maiores meios de influência e poder.
Um outro movimento que aconteceu foi o feudalismo, em que a economia se ruralizou e a população se fragmentou em diversos grupos espalhados, que eram denominados feudos. A estrutura de um feudo se moldava, basicamente, em dois níveis: o
primeiro correspondia à elite, composta pelo senhor feudal, alta nobreza e alto clero; o segundo seria o povo, composto pelos grupos e classes intermediárias (camponeses, artesãos, comerciantes etc) e a camada mais pobre e os marginalizados.
Cruzadas
Quando se busca entender a Ordem dos Templários, ou Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão, é preciso primeiro se atentar ao movimento cruzadista. Ao todo, ocorreram oito Cruzadas entre os anos de 1096 e 1270, período compreendido na Baixa Idade Média, além da Cruzada Popular (ou dos Pobres), da Cruzada dos Nobres e a Cruzada de 1101. Elas eram expedições organizadas pela Cristandade do Ocidente contra o povo sarraceno (os muçulmanos) e tinham como objetivo libertar das mãos dos sarracenos a terra em que se deu a vida e a morte de Cristo. O nome Cruzada veio por conta de que os participantes utilizavam uma cruz vermelha no peito. As causas das Cruzadas foram várias. Naquela época, os nobres formavam exércitos dentro de seus feudos e guerreavam uns com os outros. Muitas vezes, essas batalhas acabavam por acontecer em plantações e lavouras, o que causava grande prejuízo à Igreja, já que muitas vezes aquelas terras lhe pertenciam, além do fato de que causava a fome e a propagação de pestes. Por conta disso, a Igreja propôs aos seus fiéis a retomada da Terra Santa, visando, além de diminuir a destruição de suas terras, retomar o poder sobre a terra de Cristo. Também, nesses anos, a Europa passava por um período de superpopulação e não conseguia sustentar a todos. Por não terem conhecimento de como funcionavam as táticas sarracenas, os exércitos cruzados foram se especializando e criaram assim as Ordens Militares, a Ordem.

Templária sendo uma delas. Outro exemplo foi a Ordem Hospitalária, que tinha o objetivo de assistir e proteger os peregrinos a caminho de Jerusalém. Como consequências, os feudos foram enfraquecidos, o que deu mais autoridade ao Rei; economicamente, houve um aumento no comércio com o Oriente, o que levou à criação e expansão de cidades comerciais e portuárias, criando, posteriormente, os burgos e a burguesia; e com relação à cultura, por conta do aumento do contato entre os povos, as trocas com o Oriente trouxeram novos pensamentos, progressos e visões às artes e ciências.
Primeira Cruzada
Como matéria de foco na história e origem Templária, vamos destacar apenas a
Primeira Cruzada, ocorrida no ano de 1095, logo após uma declaração feita pelo papa Urbano II durante o Concílio de Clermont, na França. Na declaração, ele convocava a necessidade de os cristãos reconquistarem Jerusalém e libertarem o Santo Sepulcro, que se encontravam sob domínio muçulmano. Um motivador para essa invocação papal foi, parcialmente, a proximidade de Constantinopla, governada pelo Imperador dos territórios muçulmanos, Aleixo I Comneno.O papa Urbano II prometeu aos participantes da campanha a absolvição de seus pecados, além de garantir terras e riquezas quando conquistassem a Terra Santa de volta. Então, as notícias se espalharam pelo continente europeu, atraindo tanto nobres quanto populares.
Com partida marcada para o dia 15 de agosto de 1096, multidões de camponeses se
puseram em marcha antes da data. Essa marcha ficou conhecida como a Cruzada Popular, ou Cruzada dos Mendigos. Chegaram enfraquecidos e desordenados em Constantinopla, então com o intuito de afastá-los de sua cidade, o Imperador Aleixo I
os incentivou a atacaros infiéis.
Em 1099, chegaram até Jerusalém e lá foram protagonistas de um grande massacre
contra o povo da cidade. Conquistando-a, Godofredo de Bulhão, que fundou o primeiro Estado Cruzado, foi eleito o chefe do Reino de Jerusalém. Falecido em 1100, seu posto foi sucedido por seu irmão, Balduíno de Bolonha.
Logicamente, nos anos seguintes, diversos países árabes, insatisfeitos e irados com
as Cruzadas, levantaram-se contra a nova Ordem que ia se estabelecendo. O resultado foi dois seguintes séculos permeados de conflitos e mortes, fato que ocasionou a formação de novas Cruzadas, que causaram também a morte de milhares pessoas nos anos que aconteceram Já na Europa, o movimento gerou um sentimento de coletividade em torno da cruz e da figura do Papa, formando uma “comunidade cristã europeia”. Devido ao resultado da Cruzada dos Nobres e a necessidade de enviar reforços para a defesa dos novos Estados sob domínio cristão, o sucessor do Papa Urbano II, o Papa Pascoal II, convocou uma nova Cruzada, a Cruzada de 1101. Ela não chegou a ser efetiva como a anterior e sucessivas perdas fizeram as tropas muçulmanas elevarem a autoestima, uma vez que a Cruzada dos Nobres
havia sido um sucesso por parte dos cristãos.
Primeira Cruzada
Fundação
Após a tomada da Terra Santa pelos cristãos, os cruzados elegeram como seu terceiro líder o conde de Edessa, que foi conhecido pelo nome de Balduíno II. O Rei de Jerusalém então recebeu a visita de um nobre francês chamado Hugo de Payens, que havia idealizado a formação de uma nova ordem militar, com outros oito monges guerreiros.
O Rei queria um exército fixo que defendesse a cidade de Jerusalém da ameaça dos sarracenos e enxergando isso nos nove homens que vieram até ele, entregou parte do famoso Templo de Salomão aos Templários, que ficaram conhecidos em primeiro momento como os Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão (Pauperes Commilitiones Christi Templique Salominis). Durante os primeiros dez anos, os Templários não cresceram muito, pois até então, também não existia uma fórmula regulamentada para ser cavaleiro, mas ainda assim, Balduíno II provia o mínimo que uma Ordem Militar precisava, no caso: roupas, cavalos, armamento e alimentação. Para se ter noção da fama em torno dos Templários, quando a maioria dos nove Cavaleiros que deram início a tudo retornou à Europa, em 1127, foram recebidos com uma fervorosa acolhida orquestrada por São Bernardo, abade de Clairvaux e principal porta-voz da cristandade. Ele escreveu um panfleto intitulado “Elogio à nova Cavalaria”, em que declarava os Templários como a epítome e apoteose dos valores cristãos. Depois disso, todas as autoridades eclesiásticas passaram a se referir aos Templários com louvor e respeito. Inclusive alguns dos mais poderosos reis curvavam suas cabeças perante a Ordem, que foi se tornando cada vez mais rica em virtude do alto número de nobres e filhos da nobreza que acorriam às suas fileiras. Alguns historiadores inclusive dizem que Clairvaux era parente de Hugo de Payens, demonstrando por qual motivo ajudou os Templários em seus trabalhos. Bernardo via a Ordem do Templo como a mescla perfeita e quase pura entre o homem que se entrega a Deus no mosteiro, mas que também se entrega para a defesa desta ideia da cristandade mediante o uso de prática de armas, reservando-se ainda aos votos de castidade, pobreza, obediência e humildade. No Concílio de Troyes, realizado pelo Papa Honório II, no ano de 1127, foi o momento em que os Pobres Cavaleiros de Cristo se tornaram parte da Igreja, devendo cumprir com 72 regras, entre elas a obediência apenas a Deus e seu representante na Terra, o Santo Padre, o Papa. Foi conferido a Bernardo de Clairvaux a primeira redação dessas regras, em 1128, que foram baseadas na Regra da Ordem de Cister (Cisternienses), da qual o próprio São Bernardo era um dos membros mais influentes. Essas normas foram chamadas de Norma Latina.
Ordem dos templários

Cruz de malta usado nas vestes dos
cavaleiros templários
Quem foi Jacques De Molay?
Jacques de Molay foi o 23º Grão Mestre da Ordem do Templo. Ele exerceu a liderança da maior Ordem monástica e guerreira entre os anos de 1292/1293 e 1314. Inexistem indícios do dia ou local em que nasceu, contudo, compreende-se que seu nascimento se deu nos anos de 1243/1244 ou 1249/1250. Muito se comenta que Jacques era natural de Molay, região
​próxima ao nordeste da França, em que se observava uma comuna francesa (comuna é o município dos dias atuais). Essa linha de pensamento existe em razão das pessoas levarem consigo o nome de seu local de nascimento. Aos 21 anos, ele foi iniciado na Ordem dos Cavaleiros Templários por Humbert de Payraud. Jacques de Molay foi o último Grão Mestre do primeiro ciclo de atividades da Ordem dos Templários, vindo a falecer em 18 de março de 1314. Molay foi queimado vivo em uma fogueira armada no Rio Sena, próxima à Île de la Cité (Ilha da Cidade), a mando do Rei francês Felipe IV, o Belo. Ao soar dos sinos da Catedral de notre dame


Selo utilizado pelos templários.
Jacques De Molay
A santa inquisição
Fundada no século XVIII pelo Papa Gregório IX, a Santa Inquisição, com o nome oficial de Tribunal do Santo Ofício, foi responsável por julgar e condenar milhares de pessoas que na Idade Média foram acusadas de heresia por fazerem coisas consideradas como impensáveis pela Igreja na época. Dentre os atos considerados como heresia, estavam a prática de outras religiões que não o catolicismo, bruxaria etc. Outra característica que marcou a existência da Inquisição foi o alto número de métodos de tortura que foram desenvolvidos e aplicados. Alguns métodos de tortura utilizados na época foram a esfola, o burro espanhol, o rato e o cavalete.
Ocaso da ordem templária
Duas figuras motivadas a extinguir a Ordem Templária no século XIV foram o rei francês Filipe, o Belo, e o Papa Clemente V. Na Idade Média, como vimos anteriormente, a Igreja era uma enorme força política e econômica, dona de boa parte das terras da Europa e um reinado que se fizesse aliado da Igreja certamente teria forte influência no cenário. O antecessor de Clemente V, Bento XI, havia excomungado Filipe e sua família da Igreja Católica e veio a falecer em 1304, deixando o posto papal vacante, o que demandou a

convocação de um conclave para que o novo líder religioso fosse escolhido. Então, Bertrand de Goth, que se tornaria Clemente V, fez um acordo com o rei. Filipe levaria Bertrand ao papado e este, por sua vez, iria retirar a excomunhão de sua família. Por fim, Bertrand foi eleito para o cargo e se tornou então o Papa Clemente V. Um fato que marcou o período de Clemente no papado foi a mudança da Santa Sé, que ficava em Roma, para Avinhão (Avignon, em francês), na França. É evidente que este foi um movimento que serviu para trazer influência e poder ao Rei Filipe IV. Filipe, por sua vez, cada vez mais buscou angariar poder e riquezas para seu reino e foi então que a Ordem do Templo caiu sobre seu olhar. A Ordem, que cada vez crescia em poder e acumulava riquezas, subordinada diretamente à Igreja, fez Filipe buscar ingresso na Ordem visando obter o controle sobre ela, mas seu ingresso foi recusado. Então ele forjou acusações contra a Ordem, alegando, dentre diversas coisas, a heresia dos Templários e então ordenou que os Templários que estavam na França fossem presos. Clemente V por um tempo se absteve de tomar parte, mas no Concílio de Vienne, o papa optou pelo fim da Ordem dos Cavaleiros do Templo. Sem obter sucesso em ter acesso às riquezas dos Templários, Filipe IV condenou à fogueira Jacques de Molay, o último Grão-Mestre Templário do primeiro ciclo de atividades da Ordem do Templo (1111-1314), e seu leal companheiro Geoffrey de Charnay, Grão-Mestre Templário provincial da Normandia, que, junto a Molay, declarou serem falsas e diabolicamente arquitetadas todas as acusações feitas contra a Ordem. Reza a lenda que, em seus últimos momentos, Molay convocou tanto o Papa quanto o Rei para se encontrarem com ele no julgamento divino. E então, em menos de um ano após a morte de Jacques de Molay, tanto o Rei Filipe IV quanto o Papa Clemente V morreram.
Papa Clemente V
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Rei Filipe IV,O Belo.
Primórdios da Ordem DeMolay
A nossa Ordem foi fundada em 1919, por Frank Sherman Land ou, como é conhecido, Dad Land. No MED, vamos apenas pontuar algumas coisas que consideramos importantes sobre o início da Ordem, mas recomendamos fortemente a leitura do livro Hi, Dad!, escrito em 1970 por Herbert E. Duncan, que narra desde a infância de Dad Land até sua morte, então sua leitura é extremamente importante tanto para conhecer sobre nosso fundador quanto para entender o motivo de muitas coisas por trás da Ordem DeMolay.
Frank Sherman Land e a fundação da Ordem DeMolay
Frank Sherman Land nasceu em Kansas City, no estado de Missouri, nos Estados Unidos, na data de 21 de junho de 1890 e desde quando era criança ele já se sentia motivado a procurar elevados ideais para sua vida e para os demais ao seu redor. O próprio Hi, Dad! começa narrando uma história de quando Dad Land possuía apenas dez anos de idade e ministrava uma escola dominical de crianças no porão de sua casa, em St. Louis, onde moravam por conta do trabalho de seu pai.

Com 12 anos, por conta de divergências entre seus pais relacionadas às finanças da casa e também à convivência do casal, eles se separaram e Frank se mudou com sua mãe, seus dois irmãos e sua irmã para a casa de sua avó, em Kansas City
Em 1908, Frank se matriculou no Instituto de Artes de Kansas City, que há pouco tempo havia sido fundado e ele conseguia organizar seus horários junto à rotina do restaurante de sua família, que servia como meio de pagar os
Frank S.Land
estudos. E foi no Instituto de Artes que ele conheceu Nell, com quem criou um forte laço de amizade e, conforme se conheceram melhor, o laço entre os dois se estreitou cada vez mais, até que, em 15 de setembro de 1913, Nell e Frank se casaram. Quando Frank Land completou 21 anos, em 1911, sua avó lhe entregou uma carta que dizia: “Seu avô era maçom, ele amava a maçonaria e eu ficarei feliz se você entrar. Em memória do seu avô e como meu presente, você encontrará o dinheiro necessário para sua iniciação. Faça o que seu coração mandar, mas ficarei muito feliz se você fizer isto”.
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E foi assim que, em 1912, Frank Land foi iniciado na
Maçonaria de Kansas City e logo exaltado ao Grau de
Mestre.Em janeiro de 1919, quando Dad Land tinha cerca de 29 anos, ele recebeu um telefonema de um maçom chamado Sam Freet dizendo que ele tinha um favor a lhe pedir. Ele explicou que, há cerca de um ano, um maçom chamado Elmer Lower havia falecido devido a uma infecção na sua perna por conta de uma torção durante uma caçada. Elmer tinha deixado sua esposa e quatros filhos, sendo que o mais velho, Louis Lower, buscava um emprego. O favor era se Frank não poderia arranjar um emprego de meio expediente para o jovem.
Então Frank Land e Louis Lower se encontraram e se conheceram. Após conversarem, ele pediu para que Louis reunisse alguns amigos e que se encontrassem no Templo da Maçonaria que Frank frequentava, para que formassem um clube de amigos. Durante os momentos iniciais do clube, os dez garotos se engajaram em escolher um nome para o grupo. Diversos nomes surgiram, mas um dia Dad Land contou a eles a história do último GrãoMestre do primeiro ciclo de atividades da rdem Templária, Jacques de Molay e que morrera como um mártir para a Ordem Templária, por ter sido torturado e morto pela ganância e soberba do Rei Felipe, o Belo, mas que até seu último momento permaneceu fiel e inabalável a seus votos e seus companheiros. Os dez amigos gostaram da história e Jacques de Molay foi então escolhido como patrono do grupo, que passou a se chamar Clube DeMolay e, apenas momentos, à frente se tornaria a Ordem DeMolay. Nos anos posteriores, o grupo só viria a crescer cada vez mais. Um episódio que vale ser citado aqui é que, em abril de 1919, o grupo já havia integrado mais de 60 membros e alguns membros se manifestaram com a proposta de limitar o grupo a apenas 75 membros. A proposta foi brevemente discutida e então aprovada. Dad Land, que sempre se sentava mais atrás na sala, levantou-se, foi à frente da sala e disse: “Se numa determinada escola de Kansas existiam tantos jovens habilitados a fazer parte de uma organização como a DeMolay, certamente deveriam existir outros tantos interessados em participar e ser um DeMolay em outras escolas da cidade; o Conselho não deveria ser uma organização exclusiva de alguns, se é boa para eles por que não o seria para todos aqueles que se mostrassem qualificados para pertencerem ao grupo? Se o Conselho DeMolay tem a intenção de ser grande um dia, faz-se necessário que seja grande de todas as formas, na sua essência, nos seus ideais e nas suas atitudes!” A partir disso, os membros voltaram atrás na decisão e, desde então, a Ordem, que na época se chamava Conselho DeMolay, só cresceu e se expandiu. Resumidamente, foi assim que surgiu a Ordem DeMolay: por conta de um telefonema, um homem com uma ideia e jovens garotos que se prenderam a ela, a Ordem já viveu mais de 100 anos de história e se tornou uma das maiores organizações juvenis do mundo. Como falaremos mais adiante, em 1946, Dad Land implementou na Ordem DeMolay a Ordem da Cavalaria, sendo o responsável por escrever o Ritual do Grau de Nobre Cavaleiro. Ele criou a Ordem da Cavalaria para que esta servisse como um incentivo aos anos finais de um DeMolay Ativo, assim como fornecer um espaço de filosofia, reflexão e discussão entre os membros de uma maneira mais madura. No ano de 1959, Dad Land foi diagnosticado com esclerodermia, uma doença que causa inflamações nas mãos e dedos, e ainda assim ele não deixou de atuar por nossa Ordem. Entretanto, as dores causadas pela doença e as complicações, combinadas com uma forte gripe, colocaramse como um anúncio do destino que o aguardava. Ele se mudou para regiões mais quentes, a fim de aliviar as dores e sintomas, mas então em junho do mesmo ano foi internado e assim regressou a Kansas City. Ele ainda tentava frequentar seu escritório dizendo que precisava terminar seu trabalho. No dia 03 de novembro se sentiu mal e foi levado ao hospital, onde recebeu o diagnóstico de um edema pulmonar. E então, no dia 08 de novembro de 1959, Frank Sherman Land deixou o mundo. Apesar de Dad Land nunca ter tido filhos, milhões de jovens foram diretamente afetados por seu legado paterno: ideais para pautar uma vida e um sonho para lutar. Mais de 100 mil pessoas acompanharam o funeral de Dad Land. Hoje, seus restos mortais jazem no cemitério de Monte Moriah, ao lado de Nell Land, sua esposa que contribuiu enormemente para a Ordem.
Ritual DeMolay
Um dos pontos em que a Ordem DeMolay se diferencia das demais organizações juvenis existentes é que temos um Ritual. Nosso Ritual foi escrito em 1919 pelo maçom Frank Marshall, um conhecido escritor e editor do jornal de Kansas City e também crítico de teatro e música da cidade. Frank Land o encontrou sentado em uma cadeira no Templo do Rito Escocês e foi conversar com ele. Marshall perguntou como estava o grupo e o que havia de novo. Após conversarem por um tempo, Frank Land propôs a ideia do Ritual a Marshall, que, num primeiro momento, recusou a proposta, mas que, na mesma noite, quando estava em sua casa prestes a dormir, ele se levantou, foi até sua mesa e lá mesmo começou a escrever o nosso Ritual. Ao meio dia do dia seguinte, ele contatou Land e disse que havia algo para ele, pelo menos um esboço
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Um episódio que vale mencionar é que quando o texto original chegou em seu formato final, Dad Land sentia que faltava alguma coisa, então, ao observar sua mãe colocar sua pequena irmã para dormir, ele idealizou nossa Cerimônia das Nove Horas. Um momento de oração em homenagem a todas as mães. O horário das nove horas foi escolhido porque, principalmente na época, era o momento em que as mães colocam os seus filhos e filhas para dormir e assim também fazia o resto da família.
Frank A.Marshall(Autor dos Rituais)
Durante o período de elaboração do Ritual, Frank Land providenciou a filosofia e os princípios a serem embutidos, enquanto que Frank Marshall forneceu a imaginação e a habilidade de escrever. E como fruto, nasceram o Grau Iniciático e o Grau DeMolay. Então, em 27 de setembro de 1919, no Templo do Rito Escocês, em Kansas City, o Ritual foi utilizado pela primeira vez. Desde então, nosso Ritual se manteve quase que o mesmo, sofrendo pequenas alterações, mas que não mudam a essência do que foi escrito há mais de cem anos por Frank Marshall e Dad Land.
Chegada Ao Brasil e Fundação do Supremo conselho da Ordem DeMolay
Alberto Mansur
Alberto Mansur nasceu no dia 7 de setembro de 1922, na pequena Vargem Alegre, povoado do município de Barra do Piraí, no estado do Rio de Janeiro. A pequena cidade abrigou a sua família por alguns anos, porém, seu pai e seu tio viram uma oportunidade de prosperar na cidade de Paraguaçu Paulista, interior do estado de São Paulo, e decidiram se mudar com a família quando Alberto tinha apenas 3 anos de idade. Foi na nova cidade que ele cresceu e foi educado junto às suas outras irmãs. Foi na mesma cidade que, por volta de seus 10 anos de idade, foi levado a uma Loja maçônica onde entrou pela primeira vez dentro de um Templo e ficou deslumbrado. Com a morte do pai e do tio, quando era ainda muito jovem, Alberto teve que assumir as responsabilidades muito cedo. Foi então que no ano de 1939 a família resolveu se mudar para o Rio de Janeiro para buscarem oportunidades ainda melhores. Tio Alberto se casou com a Tia Célia, madrinha da Ordem DeMolay, no dia 15 de maio de 1948. Sua companheira esteve ao seu lado durante todos os momentos de sua vida e foi essencial em todos os desafios que iria encarar, inclusive em seu trabalho pela a Ordem DeMolay.
Precisamente no dia 30 de setembro de 1950, em um sábado, Mansur não abriu sua loja e viajou de ônibus até a cidade de Valença para participar de uma antiga e misteriosa cerimônia. Neste dia ele foi iniciado na Loja Simbólica Perfeita União. Seria esse o começo de uma linda e longa história no que ele costumava chamar de família: a maçonaria
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Alberto Mansur
Desde sua iniciação, trabalhou por uma instituição mais progressista e visionária, alcançando um dos maiores postos de toda a maçonaria brasileira, o de Soberano Grande Comendador do Supremo Conselho do Grau 33 para o Rito Escocês Antigo e Aceito. Devido ao cargo, Mansur fez diversas viagens representando a Instituição.
Uma delas foi para os Estados
Unidos, quando notou que lá, a maçonaria não era formada apenas por adultos, mas também por jovens de organizações afiliadas a ela Em contato com a DeMolay Internacional, Alberto Mansur se tornou Oficial Executivo e trouxe ao Brasil consigo a responsabilidade e o comprometimento de fundar a Ordem DeMolay brasileira. Foi então que, em 16 de agosto de 1980, 59 jovens se tornaram os primeiros DeMolays brasileiros. Durante o cargo, Alberto se dedicou para fundar e expandir a Ordem DeMolay no Brasil e no ano de 1988 foi o primeiro Soberano Grande Comendador a deixar o cargo ainda vivo, visto que, até então, era vitalício. O motivo para ter feito isso foi para se dedicar exclusivamente à Ordem DeMolay. Tio Alberto Mansur ainda foi o responsável pela fundação da Ordem Internacional das Filhas de Jó e da Ordem Estrela do Oriente em solo brasileiro.
No dia 17 de julho de 2012, Mansur morreu deixando um grande legado e uma lacuna na Ordem DeMolay brasileira. Sua morte foi sentida por milhares de jovens, sendo reconhecido como o grande responsável por promover o congraçamento da família maçônica no Brasil.
Fundação do Supremo conselho DeMolay Brasil(SCDB)
Conforme a Ordem DeMolay foi crescendo em solo brasileiro, fez-se necessária a criação de uma organização administrativa a nível nacional: foi então que se fundou o Supremo Conselho da Ordem DeMolay para o Brasil (SCODB)

Logo (SCODB)
Em 1997, doze anos após a fundação do SCODB, tio
Alberto Mansur foi questionado por lideranças nacionais,
devido a diversos motivos. Não havendo conciliação, foi
fundado o Supremo Conselho da Ordem DeMolay para a
República Federativa do Brasil (SCODRFB), no dia 06 de julho
de 2004, na cidade de Manaus/AM, durante a 33ª Assembleia
Ordinária da Confederação da Maçonaria Simbólica do Brasil
(CMSB), que passou a ser a única instituição autorizada a
administrar a Ordem DeMolay no território brasileiro com
reconhecimento legal do DeMolay International.
Em 2019, superadas as questões judiciais, os dois Supremos se unificaram. Ambos deixaram para trás seus nomes e formaram o Supremo Conselho DeMolay Brasil (SCDB), que hoje administra mais de 100 mil membros em todo o território brasileiro.

