Cargos da Ordem DeMolay
Mestre Conselheiro (Master Councilior)
O cargo de Mestre Conselheiro é ocupado por aquele DeMolay que foi eleito para tal e que permanecerá à frente do Capítulo durante os próximos seis meses, liderando os demais membros desde as reuniões ritualísticas até as atividades fora do Capítulo, assim como é o responsável pela supervisão e administração do Capítulo. O Mestre Conselheiro é aquele que irá determinar a função de cada membro durante a reunião, nomeando-os para os cargos, com exceção dos Conselheiros, e conduzir as cerimônias. É função sua também cuidar para que os dois Graus da Ordem sejam conferidos durante a gestão, garantindo, assim, que o próximo também cumpra com seu dever. E deve também conduzir as sessões ritualísticas e administrativas de uma reunião. A sua função administrativa é planejar e gerir o Capítulo durante os seis meses de seu mandato, e isso vai desde planejar o calendário até cumprir com a realização dos pacotes via SisDM. Além disso, ele deve ser membro de todas as Comissões Capitulares, permanentes ou não, supervisionando os trabalhos que estão sendo desenvolvidos; também deve supervisionar os demais trabalhos que não sejam função de uma Comissão, como garantir que o Escrivão esteja com as atas em dia. A joia do Mestre Conselheiro é composta por uma insígnia de dois malhetes cruzados. O malhete é justamente símbolo da autoridade e liderança do Mestre Conselheiro. O malhete é o item que ele utiliza para conduzir as cerimônias do Capítulo
Primeiro Conselheiro (Senior Councilior)
O cargo de Primeiro Conselheiro é aquele logo abaixo do Mestre Conselheiro na hierarquia, devendo estar pronto para assumir o posto quando necessário e deve agir como o braço direito do Mestre Conselheiro. O Primeiro Conselheiro, ritualisticamente, tem a função de responder às perguntas do Mestre Conselheiro e conduzir a verificação do Grau DeMolay; quando requisitado, ele convoca os Oficiais para entrarem em formação e instrui os Iniciáticos durante a Cerimônia de Iniciação. Ele tem como função administrativa, justamente por estar logo abaixo do Mestre Conselheiro na linha sucessória, estar inteirado das pautas do Capítulo e alguns Capítulos atribuem a ele a função de coordenar e verificar o funcionamento das Comissões do Capítulo. A joia do Primeiro Conselheiro é composta por uma insígnia de um malhete único, simbolizando que ele é um dos que está à frente do Capítulo, mas, por ser apenas um, diferentemente do Mestre Conselheiro, ele ainda não tem a autoridade que seu cargo superior tem.
Segundo Conselheiro (Junior Councilior)
​O cargo do Segundo Conselheiro é o segundo na sucessão do Mestre Conselheiro e ele irá auxiliar os outros dois Conselheiros na condução dos trabalhos. Também tem como função ensinar os novos iniciados sobre ritualística e sobre a Ordem, então é muito importante que quem for ocupar este cargo tenha essa base, uma vez que a base que os Iniciáticos deram dependerá disso. Na ritualística, ele é responsável por responder às perguntas do Mestre Conselheiro, instruir os candidatos durante a Iniciação e observar a ritualística dos demais membros. Seus deveres administrativos são instruir os Iniciáticos acerca dos assuntos da Ordem e sobre a ritualística e, assim como o Primeiro Conselheiro, estar por dentro das pautas do Capítulo e demais assuntos. A joia do Segundo Conselheiro, assim como a do Primeiro Conselheiro, é composta por uma insígnia de um malhete único, simbolizando que ele é um dos que está à frente do Capítulo, mas por ser apenas um, diferente do Mestre Conselheiro, ele ainda não tem a autoridade que os cargos acima dele tem,
Diáconos (Senior Deacon/Junior Deacon)
Ambos os diáconos possuem função apenas durante a reunião ritualística. A palavra “diácono” tem o significado de servidor. Na religião Católica, um diácono é aquele que está a um passo de se tornar um sacerdote e que tem a função de auxiliar os demais sacerdotes na preparação do culto. E é assim também em nossa Ordem com os Diáconos. A função ritualística do Primeiro Diácono é justamente servir aos Conselheiros durante a abertura e o encerramento de qualquer reunião. O Primeiro Diácono tem o diálogo com o Mestre Conselheiro durante a Abertura e ele é o responsável por acender as velas nos castiçais. Também é o Primeiro Diácono quem recebe os indicados durante a Cerimônia de Iniciação e que vai guiá-los pelo restante da Cerimônia, assim como vai guiar os membros durante a Cerimônia de Iniciação ao Grau DeMolay. O Segundo Diácono, por sua vez, além de auxiliar o Primeiro Diácono e os Conselheiros nas Cerimônias, é quem fará a guarda da porta da Sala Capitular pelo lado interno, enquanto que o Sentinela guarda a porta pelo lado externo. É dever dos dois Diáconos recolher a Palavra do Dia e o Toque dos membros que estão presentes, verificando aqueles que podem participar do determinado Grau. Os Diáconos deverão recolher primeiramente a Palavra e somente depois recolher o Toque do Grau em que o Capítulo estiver sendo aberto. Caso algum membro se esqueça da Palavra, é necessário proceder com a seção de verificação, presente em nosso Ritual. A joia dos Diáconos é composta por uma insígnia de um pássaro, mais especificamente um pombo. Em inúmeras obras da literatura e em religiões, o pombo é visto como um mensageiro, inclusive, em um período da humanidade, os pombos foram utilizados como método de enviar mensagens, os denominados “pombos-correios”. Dessa forma, os Diáconos são os responsáveis por transmitirem as mensagens dentro da Sala. São eles os responsáveis por receberem os iniciáticos em nossa Sala, assim como em lhes transmitir os segredos da Ordem, seja na Iniciação ao Grau Iniciático ou na Iniciação ao Grau DeMolay. Também, são eles que irão recolher a Palavra do Dia dos membros e transmiti-la ao Mestre Conselheiro. É função do Segundo Diácono anunciar a chegada de pessoas na Sala Capitular, assim como transmitir as instruções do Mestre Conselheiro ao Sentinela.
Mordomos (Senior Steward/Junior Steward)
O Primeiro Mordomo será o responsável por guardar a Bíblia Sagrada e os Livros de Nossa Fé. Ele também auxilia na condução dos membros que estão iniciando em um Capítulo. O Segundo Mordomo é o responsável pela guarda dos Livros Escolares, símbolos da Liberdade Intelectual. Ele também auxilia na condução dos membros durante a Cerimônia de Iniciação. Um mordomo, ao expandirmos o significado da palavra, é aquele que vai governar a casa. Em muitas histórias e até mesmo na realidade nos deparamos com lares que têm um mordomo. No âmbito capitular, a função dele também será organizar a Sala Capitular e resguardar os itens do Capítulo. A joia dos Mordomos é composta por uma insígnia de uma cornucópia. A cornucópia é retratada nas histórias como um símbolo de fertilidade e riqueza e que misticamente forneceria o que quer que fosse colocado dentro dele. Dessa forma, a correlação sugere que os Mordomos sempre forneçam ao Capítulo os itens necessários para as reuniões.
Orador (Orator)
A função do cargo de Orador é fazer com que a mensagem do Grau DeMolay se torne mais fácil de ser compreendida pelos membros. Alguns Capítulos o encarregam também de trazer mensagens e reflexões para o Capítulo durante a Palavra ao Bem da Ordem. Vale ressaltar que principalmente nas Cerimônias Públicas, o Orador descrito não é necessariamente o Oficial do Capítulo, mas sim qualquer DeMolay que seja designado para apresentar a Cerimônia. A joia do Orador é composta por uma insígnia de um pergaminho. Antigamente, o pergaminho, feito de couro, era utilizado para guardar as histórias e registros e, pelo fato de ser de couro, um material caro, deveria ser cuidado e escrito com zelo e sem falsificação. Portanto, o Orador o utiliza tanto como símbolo de um depósito de obras e conhecimentos, quanto como símbolo de que o conhecimento deve ser valorizado e zelado, dado seu material nobre e caro.
Escrivão (Scribe)
O Escrivão é o responsável por organizar e manter em dia a parte de secretaria do Capítulo. Sua função mais conhecida é a de redigir as atas das reuniões, mas ele também é o responsável por arquivar e emitir os documentos que sejam necessários, manter as relações formais com os demais Capítulos, cuidar da parte eleitoral do Capítulo, como, por exemplo, as atas de eleição. É importante também o Escrivão ter um grande contato com o Tesoureiro, uma vez que os dois cargos têm uma interdependência. Durante a ritualística, o Escrivão é o responsável por anunciar ao Mestre Conselheiro que existem pessoas indicadas e prontas para serem iniciadas na Ordem. A joia do Escrivão é composta por uma insígnia de uma caneta tinteira. Hoje, mal utilizamos uma caneta tinteiro, mas ela é uma caneta muito fácil de se borrar a escrita, justamente porque seu tipo de tinta demora mais para secar. Por isso, quem utiliza uma deve se atentar muito ao escrever com ela, para escrever da maneira correta e sem borrar a escrita
Tesoureiro (Treasurer)
O Tesoureiro é o responsável por gerir as finanças do Capítulo, desde organizar o caixa em uma planilha ou papel até assinar por recibos de itens que o Capítulo venha a adquirir. Ele deve também cuidar para organizar as entradas e saídas do Capítulo, que serão posteriormente averiguadas pela Comissão de Auditoria. A joia do tesoureiro é composta por uma insígnia de uma chave. O Tesoureiro é aquele que fica responsável por manter as finanças do Capítulo. E qual melhor lugar para se guardar itens valiosos do que um cofre ou baú trancado?
Sentinela (Sentinel)
Enquanto o Segundo Diácono fica responsável por guardar a porta da Sala internamente, o Sentinela é o encarregado de guardar a Sala do lado externo. Uma outra função do Sentinela é a de recolher a Palavra do Dia com um Consultor do Capítulo e transmitir aos Oficiais e membros ativos antes do início da reunião. A joia do Sentinela é composta por uma insígnia de duas espadas cruzadas. As espadas foram utilizadas no passado como arma de ataque e defesa e é essa justamente a função do Sentinela: guardar a porta da Sala Capitular. Logicamente, as espadas são figurativas, afinal nós não recebemos instruções sobre como manusear uma espada, além do fato de que as espadas são utilizadas pelos Cavaleiros, não cabendo durante a ritualística da Ordem.
Capelão (Chapelain)
O Capelão é o cargo responsável por conduzir o Capítulo durante seus momentos de oração previstos no Ritual e durante a Cerimônia das Nove Horas, quando está se fazendo necessária. A joia do Capelão é composta por uma insígnia de uma Bíblia Sagrada aberta. Quem tem a função de abrir e fechar a Bíblia durante as aberturas e os encerramentos é o Primeiro Mordomo, mas quem realmente durante as reuniões guia os membros em oração é o Capelão, o sacerdote do grupo.
Mestre de Cerimônias (Marshal)
O Mestre de Cerimônias é aquele que vai conduzir o Mestre Conselheiro, o Capelão e os demais pela Sala Capitular, conforme o Ritual ou a Cerimônia exigir, assim como fazer a primeira verificação se os que se sentam na reunião deveriam mesmo estar ali. Ele também deve organizar a fila de Oficiais antes da reunião. Ele é o responsável por recolher os nomes das autoridades presentes e apresentá-las ao pedido do Mestre Conselheiro. A joia do Mestre de Cerimônias é composta por uma insígnia de dois bastões cruzados. O bastão talvez seja a característica mais marcante do cargo. Ele é símbolo de autoridade que vai à frente do grupo, que justamente é a função do cargo durante as cerimônias: conduzir os movimentos pela Sala Capitular. Sempre vemos em imagens o pastor utilizando um bastão para guiar seu rebanho, ou também como podemos ver no escotismo, o líder da patrulha utiliza um bastão como símbolo de guia do grupo. O bastão também é um símbolo de energia, símbolo do elemento fogo. Por isso, comumente ouvimos dizer que o Mestre de Cerimônias pode “cortar a linha” entre o Mestre Conselheiro e a Quarta Vela, mas isso não é correto. O Mestre de Cerimônias pode fazê-lo apenas quando o Ritual especificar que ele o faça.
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Porta-Bandeira (Standard Bearer)
O DeMolay que ocupar o cargo de Porta Bandeira será o responsável por apresentar a bandeira de nosso país no altar durante nossas cerimônias fechadas. Nas públicas, quem faz essa função é o Primeiro Diácono. A joia do Porta Bandeira é composta por uma insígnia de um estandarte. Mas como assim ele tem como joia um estandarte sendo que ele é quem carrega a bandeira? Se pararmos para analisar historicamente, desde a Idade Média até hoje, os exércitos possuem um estandarte e, muitas vezes, esses estandartes carregavam os brasões das famílias reais, que funcionavam como uma “bandeira” de determinado território.
Hospitaleiro (Almoner)
O Hospitaleiro é o responsável por verificar principalmente a saúde dos irmãos do Capítulo. Ele irá propor atividades aos demais membros que se direcionam ao cuidado com os que precisam, seja por meio de uma visita, caso a condição do Irmão a ser visitado permita, ou também por meio do auxílio com remédios ou fundos. Além disso, ele pode ser um dos encarregados do Capítulo a propor atividades de cunho social ou fraternal, como filantropias a terceiros.
O Hospitaleiro possui apenas uma função ritualística, e que pode ser feita por outro Oficial, que é passar o Tronco da Solidariedade, que consiste num momento durante “Bem da Ordem”, em que é passada uma sacola ou caixa para que os membros façam doações que irão se destinar à caridade. A joia do Hospitaleiro é uma sacola. Essa sacola representa o Tronco da Solidariedade, arrecadado pelo Hospitaleiro para que ele possa designar para filantropia ou auxílio dos Irmãos. Almoner, como é o nome do cargo em inglês, é um cargo da Igreja, que em tradução literal seria esmoler, que era o responsável por recolher esmolas dos fiéis e distribuir aos necessitados. Foi traduzido como Hospitaleiro por conta que na Maçonaria o cargo de Almoner também foi traduzido como Hospitaleiro.
Preceptores (Preceptors)
Nós temos sete Preceptores, cada um responsável por uma de nossas virtudes. A palavra Preceptor significa “aquele que passa conhecimentos” e, durante nossa Iniciação, é exatamente esse o papel deles: passar o conhecimento que possuem para os membros que estão sendo iniciados. A joia dos Preceptores é composta por uma insígnia da Coroa da Juventude. Isso pelo fato de que eles são os guardiões dos ensinamentos que a adornam. Toda a Cerimônia de Iniciação basicamente gira em torno do momento de entregar essas Joias simbólicas aos Iniciáticos, e quem faz essa função são os Preceptores. O que difere cada joia é a parte de trás, em que vem inscrita a virtude correspondente a cada preceptor.
Organista (Organist)
O Organista é o cargo responsável por coordenar as luzes e o som da reunião, entregando o clima do ambiente. Por esse motivo, o DeMolay que for ocupar o cargo deve ter um bom domínio da ritualística ou estudar ela antes, para que consiga dar a sensação necessária a cada momento. É importante ressaltar que as músicas devem ter um tom adequado ao local, afinal em 99% dos casos, estamos em um Templo Maçônico,então é importante buscar utilizar músicas mais solenes. A joia do Organista é composta por uma insígnia de uma harpa. Ela representa justamente a função do cargo de trazer a trilha sonora da reunião. Atualmente, os Capítulos, em sua esmagadora maioria, utilizam de computadores ou outros dispositivos para fazer a harmonia, mas, caso seja do interesse do Organista, ele pode utilizar instrumentos ao vivo para fazê-la.

